Diversos órgãos voltados para o fomento da ocupação produtiva da Amazônia vêm, ao longo dos últimos dez anos, debruçando-se sobre a possibilidade de se conceberem novos processos para o planejamento da instalação de atividades produtivas na região.
Nesse contexto, a estruturação de Arranjos Produtivos Locais, APL, organizados na forma de um Cluster (aglomerado econômico) apresenta-se como opção ideal para áreas de economia periférica, como é o caso da Amazônia, e, mais ainda, do Acre.
O projeto faz uma associação entre a tecnologia do cluster e o ecossistema florestal da Amazônia, mediante a identificação da vocação produtiva florestal de cada município do Acre, como forma de promover uma transformação produtiva em direção à sustentabilidade.
O projeto está estruturado em quatro objetivos principais, a saber:
(a) Estabelecimento das referências do modelo de ocupação atualmente preconizado para a Amazônia;
(b) Análise das experiências produtivas ancoradas no ecossistema florestal que, iniciadas na década de 1990, encontram-se em curso na região;
(c) Adaptação da Teoria das Vantagens Competitivas à realidade do ecossistema florestal da Amazônia;
(d) Esquematização do “Cluster Florestal do Acre”, com a caracterização de identidade e vocação florestal para os 22 municípios situados no estado e a definição de, no mínimo, uma atividade produtiva florestal para cada município.